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sábado, 11 de julho de 2026

Projetista e Vistoriador (Metas e Objetivos)

Projetista e Vistoriador (Metas e Objetivos)
Projetista-DEV

Profissionais São Moldados!

"Forneça a espada; mas antes ensine esgrima!"

Ao ler ensinamentos orientais de "Myamoto Musashi e Sun Tzu", percebemos que metaforicamente a espada não possui letalidade alguma, se seu portador não possui a expertise no seu manuseio, portanto sua expertise oriunda de sua capacitação e treinamento diário, são a mola propulsora da letalidade, ao usar seu conhecimento. 

Não falo sobre violência e nem de derramamento de sangue, mas de conhecimento e aprimoramento do mesmo.

Todo ofício, exige capacitação, para se obter assim coleta fidedigna de evidências e se necessário gerar cobranças posteriores, dentro do que se espera, lapidando-se o profissional.

Onde processos errados continuam por longas datas, por serem originários de padrões falhos, deve-se lapidar a fonte de origem, no âmago interno, corrigir; para então cobrar dos extremos o resultado almejado, em algo que nem se quer existe. 

Citando Albert Eisntein: 

"Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes".

O Projetista Não Nasce Pronto

Existe um equívoco recorrente no mercado: 

Imaginar que um projetista é apenas alguém que domina um software de desenho técnico, e que pode gerar outras funções sem prejuízo técnico em sua atuação contratual principal, seguindo uma linha de raciocínio adversa. 

Essa percepção reduz uma profissão construída sobre conhecimento, experiência, responsabilidade e tomada de decisões técnicas, a algo como se fosse um estágio, onde a alocação do profissional segue o Bel prazer da necessidade do setor e não às bases negociadas da contratação do profissional.

Um projetista não nasce pronto, ele se prepara, se capacita no geral por conta própria.

Ele é formado ao longo dos anos, pela soma entre estudo, prática, erros, acertos e aprendizado contínuo, por via de regra um investimento pessoal por parte do interesse de crescimento pessoal do mesmo, saindo de outras áreas técnicas mais simples, e se qualificando, usando os próprios valores financeiros.

Neste meandro o software ou softwares  são apenas ferramentas, para consumação do estudo analítico ou projetos técnicos solicitados. 

O verdadeiro projeto nasce na mente do profissional, antes mesmo de surgir na tela do computador, projetos transformam evidências coletadas em projetos visuais técnicos que possibilitem a geração de cálculo de custos e a execução, com informações reais detalhadas.

A evolução da profissão:

Durante décadas, projetos eram desenvolvidos em grandes pranchetas de madeira e revestidas de curvim para o desenho e folhas de papel, no formato desejado. 

Evolução das Eras - Projetos

O ambiente de trabalho era composto por régua paralela, esquadros, compasso, escalímetro, transferidor, lápis técnico, canetas nanquim, papel vegetal e a inseparável calculadora HP. 

O traço exigia precisão absoluta, pois um simples erro podia comprometer horas de trabalho.

Se atendo a realidade da época, foi a evolução necessária para o que temos hoje de plataformas informatizadas e calibradas para respostas dadas em centésimos de segundos, coletando nas alterações do (BIM) alterações no custo do projeto elaborado.

PMO - Project Management Office

PMO - EVOLUÇÃO DE PROJETOS

A evolução de um projeto refere-se ao seu progresso contínuo ao longo de um ciclo de vida estruturado, movendo-se da ideia inicial até a entrega final. 

À medida que o projeto evolui, as incertezas diminuem e os custos de eventuais mudanças aumentam, exigindo mecanismos claros de acompanhamento para garantir o sucesso.

📉 As 5 Fases da Evolução de um Projeto

Iniciação → Planejamento → Execução → Monitoramento → Encerramento

  • Iniciação: O projeto é oficialmente autorizado. Define-se o objetivo principal, a viabilidade, os primeiros requisitos e as partes interessadas. Documento-chave: 
    • Termo de Abertura do Projeto (TAP).
  • Planejamento: Cria-se o mapa detalhado do projeto. 
    • É o momento de definir o escopo exato, estimar custos, alocar a equipe e desenhar o cronograma. 
  • Ferramenta-chave: 
    • Estrutura Analítica do Projeto (EAP).
  • Execução: A força de trabalho entra em ação para construir as entregas planejadas. 
    • É a fase que consome a maior quantidade de recursos e orçamento.
  • Monitoramento e Controle: Roda em paralelo com a execução. 
    • Serve para medir o progresso real do projeto contra o que foi planejado, identificando desvios de prazos e custos.
  • Encerramento: Formaliza a entrega final ao cliente e encerra os contratos. 
    • A equipe faz um balanço das lições aprendidas.

📊 Indicadores para Medir a Evolução

  • Evolução Física (% Concluído): O quanto das tarefas programadas já foi fisicamente finalizado no cronograma.
  • Evolução Financeira: O total de orçamento gasto até o momento versus o valor planejado para aquele período.
  • Índice de Desempenho de Prazos (IDP): Mede a eficiência do tempo. 
    • Um IDP menor que 1 significa que a evolução está atrasada.
  • Curva S: Gráfico visual que cruza o trabalho acumulado ou custo, com o tempo, revelando se a evolução real está abaixo ou acima da linha planejada.

🔄 Abordagens de Evolução

  • Ciclo de Vida Preditivo (Cascata): A evolução ocorre em blocos rígidos. 
    • Você só avança para a execução após ter 100% do planejamento fechado... 
    • (Ex: Construção Civil).
  • Ciclo de Vida Adaptativo (Ágil): A evolução acontece em pequenos ciclos incrementais e iterativos. 
    • O escopo evolui conforme o feedback do cliente é recebido...
    • (Ex: Software).

Se hoje, a informática transformou esse cenário, aperfeiçoando processos produtivos, exige que seu profissional se capacite ainda mais para o uso de softwares diversos e até mesmo da (IA), inteligência artificial, desenvolvendo suas soluções.

Projetista-DEV - Desenvolver Soluções.

Vivemos na era do imediatismo e dos tutoriais de poucos minutos. 

Essa facilidade técnica gerou uma falsa sensação de competência, onde muitos acreditam que replicar um processo é o mesmo que dominar uma ciência. 

O termo "Qualquer um faz" ignora as centenas de erros, correções e decisões invisíveis que um especialista toma em segundos justamente porque passou anos a aprender a fazê-las.

Quando o mercado ou a cultura organizacional ignoram essa bagagem, estão a deitar fora de seu setor produtivo, o ativo mais caro do mundo: 

A experiência.

Somos números, como base de nossa contratação, mas somos profissionais como princípio intelectual de atuação.

Se em algum momento, ouvir que uma determinada função, qualquer um faz, reavalie o interlocutor e a corporação, pois se existe processo seletivo, entrevistas e redução de contratados, até chegarem ao melhor selecionado de uma "Peneira" humana seletiva.

Demonstra que houve processo, buscando a excelência entre os selecionados e por fim escolhidos.

São atitudes que revelam realidades adversas, sobre sua hierarquia, contrapondo o marketing divulgado, como não sendo reais princípios adotados.


🖋 Parafraseando o poema "Invictus":

📖 Em Seus Versos Principais...

  • Do fundo da noite que me cobre, agradeço à minha alma invencível.
  • Sob os golpes do acaso, minha cabeça sangra, mas continua erguida.
  • Não importa quão difícil seja o caminho ou a punição da sina: 
    • Eu sou o senhor do meu destino;
    • Eu sou o capitão da minha alma.
  • Escrito por: William Ernest Henley em 1875.

Softwares CAD, BIM, SIG (GIS), modelagem tridimensional, bancos de dados espaciais, inteligência artificial e automação passaram a integrar a rotina dos escritórios técnicos. 

O ambiente físico também mudou. 

Muitos projetistas trabalham remotamente, atendendo empresas localizadas em diferentes cidades, estados e até países.

A tecnologia modificou as ferramentas.

Não modificou a essência da profissão.

A técnica continua sendo humana:

Nenhum software possui responsabilidade técnica.

Nenhum algoritmo responde por um erro de dimensionamento.

Nenhuma inteligência artificial conhece, por si só, todas as normas, legislações e particularidades de um empreendimento.

O conhecimento continua pertencendo ao profissional.

Os softwares aceleram processos, reduzem tarefas repetitivas e aumentam a produtividade. 

Entretanto, continuam dependentes da capacidade analítica de quem os opera.

Rascunhar não significa projetar, mas coletar informações daquilo que se deseja representar.

Assim como possuir um bisturi não transforma alguém em cirurgião, dominar um programa de desenho não transforma alguém em projetista.

Aplicar técnicas normativas são o diferencial na arte deste ofício de projetista, onde anos de lapidação geram a fermentação necessária para a atuação do profissional técnico. 

Cada área possui sua própria ciência:

Outro erro frequente é imaginar que existe um único tipo de projetista.

Na realidade, existem diversas especializações dentro da profissão de projetista, algo relegado ao produto que trabalhe no segmento definido.

Cada segmento exige conhecimentos específicos, normas próprias, metodologias distintas e experiências adquiridas ao longo da vida profissional.

Um projetista de telecomunicações trabalha com conceitos completamente diferentes daqueles utilizados por um projetista elétrico.

O projetista hidráulico enfrenta desafios diferentes dos encontrados na arquitetura.

A mecânica, a climatização, as estruturas metálicas, a mineração, a instrumentação industrial e inúmeras outras áreas possuem linguagens técnicas próprias.

Embora todos produzam projetos, cada especialidade representa uma disciplina do conhecimento.

Não existe superficialidade onde a responsabilidade técnica é profunda.

Vistoriador - Um Cargo:

Função Complementar Com Subdivisões Também

Gerar Vistoria / Gerar Visada / Gerar Levantamento 

Projetista-DEV - Ajude e Se Afaste... Deixe o Aluno Brilhar.
         Ensine a Pescar & Afaste-se... Deixe o mérito do aluno eclodir.

Ações distintas que buscam como objetivo, coletar evidências que consolidem na elaboração de projetos em usos específicos.

  • Vistoria (Avaliações de Acesso Interno):
    • O vistoriador, efetuará em clientes a coleta de evidências e anotando problemas antecipados, gerando-se um croqui, ele coletará em fotos o percurso do lançamento, para se gerar um relatório fotográfico, além de relatório manual escrito com alinhamentos com o cliente, material a ser enviado para o projetista gerar as soluções técnicas necessárias, para o êxito do atendimento.
    • Um básico croqui, documenta muito mais que só a rota, destaca problemas a se precaver.
Confecção de um croqui.

A elaboração de um projeto sem o embasamento técnico, métrico e visual, não é apenas negligente, mas também economicamente inviável, pois gera retrabalho, desperdício de materiais e riscos à segurança estrutural do imóvel e dos executores da atividade e no cumprimento dos prazos.

Abaixo, detalho como cada um dos pilares citados sustenta a idoneidade e o sucesso do projeto de lançamento de cabos:

1. Realidade Arquitetônica e Padrões Técnicos

• Adequação visual: O projeto deve respeitar a estética do imóvel (Fachadas Tombadas, Condomínios Fechados).
• Normas vigentes: Seguir rigorosamente as diretrizes da ABNT (Como a NBR 5410 para instalações elétricas e NBR 14565 para cabeamento estruturado) e os padrões das concessionárias locais.
• Compartilhamento de infraestrutura: Avaliar a viabilidade de ocupação de dutos subterrâneos ou postes sem gerar sobrecarga.

2. Premissas Métricas (Precisão Quantitativa)

• Cálculo de Rota: Evita a compra de cabos em comprimento insuficiente ou com sobras excessivas (Massa Morta).
• Raio de Curvatura: Respeitar o limite de dobra do cabo (Especialmente fibra óptica) para evitar atenuação do sinal ou quebra do filamento.
• Esforço de Tração: Garantir que o cabo suporte o próprio peso em lances verticais ou a força aplicada durante o puxamento.

3. O Relatório Fotográfico (Evidências Fidedignas)

• Validação de Barreiras: Fotos provam a existência de obstruções (Dutos obstruídos, caixas de passagem lacradas).
• Pontos de Fixação: Registro visual detalhado de onde ancorar caixas de emenda (CEO) ou esticadores.
• Segurança Jurídica: A antecipação de avaliações, protegem a corporação contra contestações do cliente sobre danos pré-existentes no imóvel, algo detectado pelo técnico vistoriador com olhar aguçado, logo, é preciso ter expertise para saber olhar e onde olhar, algo que um diálogo revela muito sobre às realidades do ambiente.

4. O Relatório Manual do Vistoriador (O "Olho" de Quem Está no Campo)

• Visão Holística: O técnico em campo percebe nuances que mapas ou plantas antigas do imóvel não mostram.
• Croqui de Acesso Claro: Desenho esquemático indicando o ponto de entrada (Drop), caixas de passagem intermediárias e o ponto de terminação óptica (PTO), também conhecida como, terminação óptica de acesso (TOA) no rack do cliente.
• Destaque de Criticidades: Anotações manuais sobre a necessidade de furações especiais, uso de andaimes ou necessidade de fita guia (Passa-Fio) industrial.

Sem essa tríade (Métrica Exata / Registro Visual / Análise Crítica do Vistoriador), o projeto vira um "Exercício de Adivinhação", na confecção de projetos, com rotas incertas, resultando em equipes de campo paradas ou pior, em retrabalho tentando descobrir o percurso real para lançar um cabo óptico em um novo cliente, não "Vistoriado", criando assim alterações no cronograma e custos extras na atividade que já foi precificada para geração da (TAP), sendo o pontapé inicial para execução do atendimento, gerando no fim, falhas na ativação do cliente, e uma percepção equivocada do cliente com a corporação e equipes técnicas.

  • Visada (Avaliações Georreferenciadas Para Rádio):
    • Antes da fibra óptica em telecomunicações, era comum o uso do rádio maciçamente atendendo uma região, e o vistoriador buscava com dados de estudos internos, a posição elevada, desejada para atender aquela região, com tempo passou-se a gerar enlace "Mimo" é "Licenciado" com frequências mais altas, direcionais via azimute, focando fim a fim, o ponto (A) do ponto (B) e vice-versa, o objetivo da visada era, usando-se bússola em um ponto elevado e com binóculo profissional, visualizar e fotografar, verificando se no percurso não haveria, serras, montes, prédios ou árvores que gerassem obstáculos ao enlace, além de se gerar o croqui, das dependências do cliente, para se levar o cabo "STP" onde os equipamentos seriam instalados, todo material coletado era entregue de forma lapidados, ao projetista para confeccionar os projetos de atendimento.
  • Levantamento (Confirmação georreferenciada em campo, de posteamentos existentes ou a implantar):
    • Antes de termos o acesso ao "QGIS" e seus dados abertos da "ANEEL", era frequente provedores e operadoras enviarem profissionais para confirmar a existência de posteamentos em regiões armas rurais, para assim propiciar suas expansões de backbones ou para atender clientes.
    • Usavam o Garmin para marcar posições de postes, e rascunhavam e plantas em papel, informações complementares. 
    • Hoje em dia ainda continua, mas para saber sobre posteamentos particulares de áreas de mineradoras, hoje em dia o meio comum do de coleta é usando o "Smartphone" e App como "TimeStamp" e "Map Marker", para geração e coleta de evidências, material compilado que é passado para o projetista gerar projetos específicos. 

Quesitos de Saúde / NR / EPI / EPC:

  • É interessante  os exames periódicos conforme a contratação que é direcionado a área de atuação do profissional, apontando se exercerá de forma interna ou externa suas atividades, devem estar em dia, principalmente para atividades externas onde o ambiente se altera conforme a atuação do profissional, o mesmo deve ter conhecimentos e formação em capacitações de segurança, que o contratante deve pagar a capacitação anualmente, garantindo-se certificados atualizados de treinamentos (NR10 / NR35 / NR33), algo que a "Segurança no Trabalho" fará a gestão, e se houver uma (CIPA) este preceito é comumente tratado em campanhas sazonais, como reforço, garantindo-se a segurança jurídica da empresa e a saúde do colaborador, são ações de prevenção, caso o mesmo se depare com alguma situação adversa, e não possua conhecimento e treinamento especifico para atuar, e isso possa gerar algum incidente ou pior acidente fatal, abrindo-se condições jurídicas de junto a "Justiça do Trabalho", o profissional saber analisar riscos e como prevenir ou agir no caso de acidentes ou quase acidentes, criam no mesmo uma precaução psicológica e de socorrista em situações adversas, sem agir como herói ou pior, como um leigo.
  • Além deste treinamento, devem ser fornecidos os (EPI's) que são equipamentos de proteção individual, e (EPC's) equipamentos de proteção coletiva, além das ferramentas para execução da atividade.

⚖️ Norma Regulatória 10:
    • NR10 Objetivo Principal: Garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem, direta ou indiretamente, com instalações e serviços elétricos.
    • Artigos da CLT: Artigos. 179, 180 e 181 Sobre instalações e serviços em eletricidade.
    • Artigo 157 da CLT: Obriga legalmente as empresas a cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho.
    • Lei Federal: Lei nº 6.514/1977.
    • Portal GOV.BR - NR10
⚖️ Norma Regulatória 35:
    • NR35 Objetivo principal: Garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com atividades em altura.
    • Limite de altura: Atividades executadas acima de 2 metros do nível inferior onde haja risco de queda.
    • Lei Federal: Lei nº 6.514/1977.
    • Artigo 157 da CLT: Obriga legalmente as empresas a cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho.
    • Cartilha de Aplicação da NR-35 - GOV-BR
    • Portal GOV-BR - NR35
⚖️ Norma Regulatória 33:
    • NR33 Objetivo Principal: Garantir a segurança e saúde no trabalho em espaços confinados, focando na identificação desses locais, no gerenciamento de riscos e nas medidas de prevenção.
    • O que é um Espaço Confinado: 
    • Área não projetada para pessoas viverem ou trabalharem de forma continua.
    • Entrada e saída difíceis ou restritas (Como portas pequenas, tubos ou alçapões).
    • Ar ruim ou perigoso, com pouco oxigênio ou gases que fazem mal à saúde.
    • Regras e Pilares de Ouro: 
      • Proibido entrar sem uma "Permissão de Entrada e Trabalho (PET)" assinada.
      • Medir o ar antes e durante todo o tempo em que houver gente dentro.
      • Vigia de prontidão do lado de fora olhando o grupo o tempo todo.
      • Treinamento obrigatório para quem vai entrar, vigiar ou mandar no serviço.
    • Portal GOV-BR - NR33

Assim fica claro, que para cada atividade, existem quesitos capacitativos, normas regulatórias e contratuais específicos, simplesmente enviar profissionais a esmo, que atuem internamente ou em outra atividade para o campo, é tido como amadorismo e inobservância das "Leis do Trabalho", que em algum momento irá demonstrar sua eficácia, no pior momento e da pior maneira possível, são princípios da "Lei de Murphy".
💡 Dica Importante:
Liderar é uma arte de se capacitar antes de determinar execuções para às quais se desconheça os princípios de execução, onde se informar, gera às ferramentas essenciais para tomadas de decisões,  embasadas em conhecimento da matéria tratada... Assim, se capacitar sobre diversos assuntos relegados ao seguimento da corporação em que a pretensa liderança atue, se torna crucial para segurança da atividade laboral, e segue mitigando interrupções das operações, por ter apenas conhecimento superficial e forçar atuações sem a expertise necessária.

Temos assim o "Técnico Vistoriador" em seu cargo especifico e de vital importância, e se possuir às expertises do cargo e estiver com todos treinamentos e exames de saúde em dia, alguém capaz de coletar os dados e evidências necessárias, pois dará a base de informações técnicas para o projetista usando suas técnicas desenhadas, escritas e fotografadas, para assim o projetista transformará o material em um ou vários projetos viáveis. 

Exames Médicos?

Técnico Vistoriador (Atuação Externa)

Frequência comum: Anual (Devido ao trabalho em altura e direção).

Regulado pelas normas NR-7, NR-35, NR-10 (Trabalho em Altura & Risco Elétrico) e diretrizes de trânsito, os exames visam prevenir mal súbito, quedas e acidentes:

  • Exame Clínico Ocupacional: Avaliação médica geral obrigatória.
  • Avaliação Psicossocial: Análise de fatores emocionais e fobias (como medo de altura).
  • Eletrocardiograma (ECG): Monitoramento cardíaco para prevenção de arritmias ou infartos em atividade.
  • Eletroencefalograma (EEG): Rastreamento neurológica para prevenir desmaios ou crises convulsivas.
  • Glicemia em Jejum: Controle de diabetes para evitar episódios de hipoglicemia em campo.
  • Acuidade Visual e Daltonismo: Essencial para a condução segura de veículos e leitura de sinalizações.
  • Exames Laboratoriais: Hemograma e outras rotinas conforme os riscos do PCMSO da empresa.

Técnico Projetista (Atuação Interna)

Frequência comum: Bienal (A cada dois anos para colaboradores entre 18 e 45 anos; anual se fora dessa faixa etária).

Atividade puramente administrativa e sem exposição a riscos operacionais de campo:

  • Exame Clínico Ocupacional: Avaliação física e anamnese médica padrão.
  • Acuidade Visual: Avaliação para mitigar a fadiga ocular decorrente do uso prolongado de telas (Alinhado à NR-17 de Ergonomia).
  • Exames Complementares: Apenas se indicados especificamente pelo PCMSO da empresa com base em rotinas de medicina preventiva.

Profissionais específicos com cargos "Complementares", o Projetista com sua expertise para traduzir e compilar todas essas informações oriundas do campo, advindas do vistoriador, para assim gerar projetos técnicos normatizados, projetos viáveis de atendimentos diversos, para clientes do seguimento que se atue, licitações ou apresentação para diversas situações necessárias de seu contratante.

CONCEPÇÃO BÁSICA DE PROJETOS

Quando regras se tornam "Exceções" recorrentes para fechar um projeto e uma venda rápida, ignorando as vistorias e os critérios de engenharia, o resultado é um efeito dominó destrutivo.

A Canibalização do Projeto: Sem vistoria séria, o projeto passa a ser uma mera formalidade de desenho estético o "Efeito Paintbrush", sem validação de cotas, raios de curvatura ou viabilidade de infraestrutura.

Daí vem a "Exceção da Regra", é quando padrões técnicos são postegardos no dia-dia, e gradativamente deixam de existir.

Normalização do Desvio

O Ciclo de Degradação Técnica

A Exceção Justificada: 

  • Um projeto urgente é aprovado sem vistoria adequada sob o pretexto de "Atendimento Estratégico" ou "Pressão do Cliente".

O Novo Precedente: 

  • A equipa comercial percebe que o bloqueio da engenharia é maleável. 
  • O desenho em "Paintbrush" passa a ser tolerado para não atrasar a venda.

A Erosão do Padrão: 

  • Os técnicos de campo e projetistas perdem o incentivo para usar o AutoCAD com rigor. 
  • Se o erro passa, o esforço pela precisão deixa de fazer sentido.

A Morte do Processo: 

  • O padrão técnico original deixa de existir. 
  • A empresa perde a capacidade de planear, restando apenas uma operação reativa que resolve crises em vez de executar projetos.

As Consequências Práticas no Terreno

Infraestrutura Caótica: 

  • Cabos lançados sem identificação, caixas de passagem sobrecarregadas e total desconhecimento da capacidade real da rede.

Apagão de Dados (As-Built Inexistente): 

  • Sem projetos fidedignos no sistema, torna-se impossível realizar manutenções preventivas ou expansões de rede. 
  • Cada avaria exige uma nova vistoria.

Perda de Ativos: 

O cabo lançado sem critério técnico degrada-se mais rapidamente devido a tensões mecânicas e raios de curvatura inadequados, transformando investimento (CAPEX) em prejuízo imediato.

Seguro de Vida Coletivo: 

Diferenciação por Modalidade de Risco

O seguro de vida em grupo possui precificações, cláusulas e exigências legais distintas para funcionários de campo e de escritório, baseadas na classificação do eSocial e nas Convenções Coletivas de Trabalho (CCT).


1. Modalidade Externa (Técnico Vistoriador)

Classificação Atuarial: Grau de Risco Moderado a Alto (Operacional).

Riscos Cobertos & Fatores de Carga:

  • Risco acentuado de queda mecânica em desnível (Trabalho em altura acima de 2 metros / NR-35).
  • Risco de trânsito e colisões rodoviárias (condução e deslocamento em veículo da empresa).
  • Exposição a intempéries e descarga elétrica em redes de telecomunicação (NR-10).
Cláusulas e Incisos Obrigatórios (Normas e CCT):
  • Cláusula de IPA (Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente): Indenização ampliada ou majorada para perda de membros ou mobilidade decorrente de acidentes em campo.
  • Cláusula de Morte Acidental (MA): Dobra do capital segurado básico (indenização em dobro para os beneficiários em caso de sinistro no trânsito ou operação).
  • Inciso de Auxílio Funeral Ampliado: Cobertura imediata de despesas de traslado e sepultamento decorrentes de acidente de trabalho.

2. Modalidade Interna (Projetista de Escritório)

Classificação Atuarial: Grau de Risco Baixo (Administrativo).

Riscos Cobertos & Fatores de Carga:

  • Riscos típicos de ambiente de escritório controlado (Ergoambientais de baixa gravidade imediata).
  • Sinistralidade estatística reduzida, o que barateia o custo da "Vida" desse funcionário na apólice mestre.

Cláusulas e Incisos Praticados:

  • Cláusula de Morte Natural ou Qualquer Causa: Cobertura básica padrão para segurança familiar.
  • Cláusula de IEPD (Invalidez Funcional Permanente por Doença): Proteção em caso de perda da existência independente decorrente de patologias crônicas avançadas.
  • Inciso de Assistência Emergencial Básica: Cesta natalidade ou auxílio funeral simples, alinhados com os pisos mínimos das categorias administrativas.

Assim cargos complementares, com funções distintas, se unem no produto final apresentado.

O poster abaixo representa bem essas atuações, sem de fato explicar a fundo, pois cada "Vistoria / Visada / Levantamento", são diferentes, e atendem o escopo de quem solicitou, quer seja uma venda comercial ou ampliação da área de atendimento da corporação solicitante.

Assim chamar funções englobados em apenas um mesmo cargo, é um principio simplificado de quem não possua o embasamento total, das atividades e legislações atribuídas a cada uma.

Projetista-DEV
Princípios Claros - Definem Metas Precisas - Com Resultados Objetivos

Assim entendemos que temos profissionais distintos, com cargos diferentes, desde a contratação, mas complementares na confecção de projetos, pois sem evidências não é possível gerar-se projetos viáveis, sem um profissional desenhista técnico, de nada adianta o software ou às evidências coletadas.

Desenho técnico ainda é mecânico, ainda demanda tempo, ainda usa softwares específicos com suas licenças igualmente caras.
💬 Sobre Avanços Tecnológicos:
A "I.A" em algum momento irá automatizar todos processos produtivos de corporações, igual assistimos em bancos e algumas fábricas mundo afora e eliminar inclusive a necessidade de setores de projetos e engenharia, em um futuro nem tão distante, com o avanço da automação nem de equipes humanas corporações vão precisar, terão autômatos humanoides e drones avançados gerando redes diversas, de forma incessante (24hs) por dia, sem tirar férias, sem receber, sem direitos, pois serão parte do patrimônio da corporação, somente vão precisar de manutenção preventiva, que eles mesmo vão agendar e executar.
Mas este ainda não é esse momento, assim, os contratos ainda são celebrados, com profissionais e suas expertise.

Resumindo:

 Assim Nascem Projetos (Telecom Organizacional)

  • Ação de Contratação / Manutenção de Pessoal: DP / RH
  • Ação de Venda: Consultor
  • Ação de Estimativa: Pré-Vendas
  • Ação de Pré Projeto: Vistoriador
  • Ação de Projeto: Projetista
  • Ação de Direção de Construção: Supervisão Classe (L)
  • Ação de Construir: Equipes de Lançamento e Ativação 
  • Ação Pós Projeto: Fiscal
  • Ação As-Built (Como Construído): Projetista Inventariante
  • Ação Satisfação e Retenção de Cliente: Pós-Venda
  • Ação de Continuidade: Supervisão Classe (M / I) e Equipes de Manutenção e Instalação
  • Ação de Contas (CapEX / OpEX / Ebitda): Financeiro
  • Ação de Direitos e Deveres (Corporativos): Jurídico
  • Ação de Demissão / Manutenção de Pessoal: DP / RH

Cada setor com seu profissional capacitado e sua função especifica, pautando características curriculares e bases da vaga em sua contratação.

Latir ou Miar 1  Latir ou Miar 2

O sentido final de coletar evidências e atualizar a documentação, é o principal objetivo, após termos gerado o atendimento, pois de um atendimento em um cabo, vários outros podem ser gerados, se a atitude não for descartada, pois o investimento inicial já indica por cada fibra vaga em um cabo lançado, novas oportunidades de lucro, algo definido como "Custo Marginal", com redução do tempo de atendimento e obtenção de (L²) lucro elevado ao quadrado, com novos clientes. 


Da atualização metódica, equipes de reparo, terão condições de solucionar rapidamente demandas de perda de conexões, assim como expansões estratégicas parte dos extremos atualizados.

A condição de novos atendimentos, tendo a "CFO" lançada, passa a ser uma estratégia puramente comercial e de marketing, na região definida.

Competência não se improvisa:

A experiência não pode ser terceirizada.

Ela é construída.

Cada projeto entregue representa centenas, às vezes milhares de decisões invisíveis ao atendimento de seu cliente, algo destinado ao seu cliente interno, mas essenciais para que o resultado funcione corretamente.

É justamente por isso que a sociedade atribui valor ao especialista.

Sua remuneração não decorre apenas do desenho produzido, mas da capacidade de prever problemas antes que eles aconteçam.

O lugar certo para cada profissional

Talvez a maior reflexão não esteja na capacidade do profissional, mas na forma como ele escolhe atuar.

Nem sempre conseguimos mudar a percepção de quem nos contrata.

Algumas organizações enxergam o projetista apenas como um operador de software. 

Outras compreendem que ele é um solucionador de problemas técnicos, ao traçar rotas advindas de levantamentos fidedignos em campo.

Essa diferença altera completamente a relação profissional.

Não moldamos a mente de quem nos contrata.

Mas podemos definir onde permaneceremos contratados.

Quando somos constantemente conduzidos a atuar fora dos princípios técnicos, quando o conhecimento é substituído pela improvisação e quando a experiência deixa de ser valorizada, talvez o problema não esteja na profissão.

Talvez estejamos apenas ocupando o lugar errado.

  • Já ouviu a analogia do (Cão e Gato) em profissões e cargos desempenhados, filosoficamente vivem no mesmo ambiente com resignação e defesa de interesses, sabedores de suas funções biológicas e expertise. 

Reflexão Filosófica:

  • Toda profissão possui ferramentas.
  • Poucas possuem ofício.
  • O ofício nasce quando a técnica encontra a experiência, quando o conhecimento encontra a responsabilidade e quando o caráter impede que a facilidade substitua a excelência.
  • Um projetista não é definido pelo software que utiliza.
  • É definido pela qualidade das decisões que toma antes mesmo de desenhar a primeira linha.

Porque, no fim, um desenho técnico é apenas a representação gráfica de algo muito maior: 

"O conhecimento acumulado de uma vida inteira".

👣𝓒𝓪𝓶𝓲𝓷𝓱𝓪𝓷𝓭𝓸 𝓟𝓮𝓵𝓸 𝓣𝓮𝓶𝓹𝓸
             Warley Lúcio
       𝔓𝔯𝔬𝔧𝔢𝔱𝔦𝔰𝔱𝔞 𝔇𝔢𝔰𝔢𝔫𝔳𝔬𝔩𝔳𝔢𝔡𝔬𝔯

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Sabará, MG, Brazil
Profissional de telecomunicações desde 1987, com experiência em eletrônica, redes ópticas e cabeamento estruturado. Atuo como projetista de redes e desenvolvedor, unindo prática técnica com soluções digitais. Domínio em programação e automação (Python, SQL, VBA, JavaScript, C++), além de ferramentas de desenho técnico e geoprocessamento como AutoCAD e QGIS. Trabalho também com desenvolvimento web (HTML, Apps Script, Low Code e No Code) e utilizo Inteligência Artificial para análise de dados e criação de soluções. Acredito que aprender, praticar e ensinar consolida o conhecimento e mantém a evolução constante.